Os vereadores da oposição alegam, num comunicado, que «a ordem do dia e a documentação sobre os pontos a discutir e a votar só chegaram aos vereadores eleitos pelo Partido Socialista no final da tarde de segunda-feira», o que consideram ilegal. Garantem ainda que «nem todos [os vereadores da oposição] chegaram a recepcionar a sua totalidade, havendo mesmo documentos que foram fornecidos no próprio dia da reunião a alterar outros anteriormente enviados, o que impossibilita de todo a análise ponderada que as matérias em causa exigem».
Na reunião de ontem, foram postas a votação diversas propostas de regulamentos municipais, que vão desde um novo regulamento de taxas e licenças a um plano de prevenção da corrupção, passando por normas para o apoio autárquico ao associativismo desportivo e cultural.
A decisão de não participar na votação foi tomada «depois do Presidente do Executivo Municipal ter recusado uma proposta de adiamento da reunião».
«Os eleitos do Partido Socialista manifestam ainda o seu total empenho e disponibilidade em trabalhar para o aperfeiçoamento das propostas, salientando mesmo que muitas, pela forma precipitada como foram concluídas, carecem de significativas alterações e contributos», salienta o PS em comunicado.
«Existem pedidos de transferência de competências para as escolas sem qualquer informação sobre a disponibilidade dos respetivos agrupamentos, para as juntas de freguesia sem que tenha sido dado conhecimento da emissão de qualquer opinião daquelas sobre o articulado, para além de tantas outras, como seja a proposta de conceder à Fagar a manutenção dos espaços verdes contra o pagamento de um milhão e trezentos mil euros, só em 2010, sem um único estudo que garanta que esta é a melhor opção para a Câmara e para os farenses, que são quem no final tem que pagar a conta», lê-se ainda no documento enviado pelos vereadores socialistas farenses às redações.
Censuram ainda «a ligeireza com que a maioria trata os assuntos da cidade e a falta de respeito pela diferença de opinião e pela observação da própria Lei», lamentando que o executivo do social-democrata Macário Correia «pretenda “arrumar a casa” usando o “pau da vassoura”».




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