No futuro, o Aeroporto Internacional de Faro estará preparado para receber um máximo de 15 milhões de passageiros. Obras de remodelação já estão em curso.
O Aeroporto de Faro poderá vir a receber no futuro, perto de 15 milhões de passageiros, caso seja necessário. Em curso, estão obras de ampliação da plataforma e das áreas de segurança, intervenções que permitirão aumentar em cerca de 25 por cento os movimentos de aviões, na capital algarvia.
“Estas intervenções, que já iniciámos, vão permitir passar de 22 para 30 movimentos de aeronaves por hora”, António Correia Mendes, director do Aeroporto Internacional de Faro.
As obras já iniciadas estão a cargo das empresas Tecnovia/Açores e Alves Ribeiro, que incluem também os caminhos de circulação e a construção do sistema ILS (Instrument Landing System) na pista 10, rondam os 30 milhões de euros, e o projecto global de reestruturação do Aeroporto só ficará concluído em 2013, mas o director do Aeroporto afirma que os investimentos que estão a ser efectuados permitirão, se for necessário, aumentar para o triplo o número de passageiros a ser processado por Faro, número que actualmente ronda os 5 milhões (chegadas e partidas) por ano.
“Tudo dependerá das orientações estratégicas para a região, e actualmente o que se fala nem sequer passa muito por aí, pela quantidade, mas mais pela qualidade dos passageiros”, diz. “Mas se o futuro vier a demonstrar que é preciso, o Aeroporto estará preparado para os receber”, garante. As obras de maior vulto, na aerogare, não vão começar já este ano, uma vez que são também as mais complexas: “À semelhança do que aconteceu na Portela, teremos que efectuar as obras com a aerogare a funcionar, o que é relativamente complexo, pelo que isso ficará para uma fase posterior”.
Entretanto, há mudanças menos perceptíveis para os passageiros que permitirão mudar radicalmente a capacidade da infraestrutura, tais como a criação de saídas rápidas nas pistas 28 e 10 (são uma e a mesma pista, mas para a aviação aérea são consideradas duas, os números dependem da orientação geográfica), o que permitirá que os aviões permaneçam menos tempo em pista, permitindo maior número de aterragens e descolagens no mesmo espaço de tempo.
Em 2010, serão lançados os concursos para os acessos ao parque de estacionamento e aerogare, logo que estejam prontos os relatórios de conformidade ambiental (RECAPE)
O novo presidente da direcção geral da Associação Académica da Universidade do Algarve, Guilherme Portada, tomou posse na passada quinta-feira e assumiu o propósito de tentar que a cidade não esteja “de costas voltadas” para a universidade.
“Assumimos o cargo com motivação para trabalhar numa melhor inserção deste pólo universitário no concelho de Faro, que muitas vezes está de costas voltadas para a UAlg”, disse o estudante, de 20 anos e aluno do curso de Economia, que estará no cargo durante o próximo ano.
O dirigente associativo acredita que os cidadãos vêem os estudantes “como os que fazem barulho e bebem copos”. “Vamos trabalhar, em conjunto com a câmara, no desenvolvimento de mais actividades e parcerias para que nos vejam com outros olhos”, salientou Guilherme Portada.
Dois destes exemplos passam pela organização do maior evento académico a sul do país – a Semana Académica, que este ano celebra o 25.º aniversário – e pela extensão da oferta de serviços desportivos disponibilizados pela associação à população farense, aqui com a exigência de um novo pavilhão desportivo, “que sirva Gambelas e a freguesia do Montenegro”, reclamou o dirigente.
Também os transportes vão estar na mira da nova gestão da associação académica, declarou Guilherme Portada. Os estudantes querem ver mais ligações entre a cidade e os «campis» da Penha e de Gambelas, incluindo horários nocturnos.
Outros objectivos passam por resolver “pontas soltas”, nomeadamente relacionadas com o Processo de Bolonha; estar “mais perto” dos estudantes e exigir mais bolsas de apoio social; e executar o projecto da nova sede.
O novo presidente da associação académica da UAlg revelou que, após as entidades locais, uma das primeiras reuniões a agendar será com o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, para lhe transmitir os seus pensamentos.
Em Abril, anunciou Guilherme Portada, a AAUALG vai organizar um encontro nacional de associações de estudantes e associações académicas, o qual deverá contar com cerca de 100 participantes.
A tomada de posse dos corpos sociais da associação académica da universidade algarvia contou com a presença do reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro, e do presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia.
Eduardo Gonçalo, o anterior líder da associação, marcou o discurso de saída com o retrato do trabalho efectuado no último ano, destacando os projectos da Academia 21 e do Gabinete de Saídas Profissionais.
A agência Lusa vai encerrar ao longo deste ano as delegações do Algarve, Coimbra e Évora.Presidente do Conselho de Administração diz que se mantêm ou reforçam os jornalistas, mas em regime de tele-trabalho. O objectivo principal desta medida é, segundo Afonso Camões, canalizar os actuais custos com as instalações naqueles locais para "mais jornalistas, mais meios e mais tecnologia" para noticiar a realidade das respectivas regiões.
Nos últimos anos a Lusa tem vindo a aumentar a distribuição de telemóveis, computadores portáteis, gravadores digitais e câmaras de vídeo por todos os correspondentes, tanto na rede interna como nos jornalistas no estrangeiro.
"É indiferente para um jornalista da Lusa trabalhar em casa ou deslocar-se para um local específico. Os jornalistas estão aptos a trabalhar em qualquer circunstância", disse, acrescentando que a ideia é "generalizar o tele-trabalho".
O presidente do Conselho de Administração respondia assim a um requerimento do deputado social-democrata Mendes Bota ao ministro dos Assuntos Parlamentares divulgado hoje.
No documento entregue na Assembleia da República, o deputado manifesta-se "preocupado com a possibilidade de encerramento da delegação da Agência Lusa, no Algarve" e também em Évora e Coimbra.
Mendes Bota sustenta que, "a acontecer, esta seria uma medida, eventualmente economicista, mas que mais reforçaria ainda o movimento centralista que tem concentrado em Lisboa os serviços públicos dependentes do Estado ou por ele tutelados. É difícil de acreditar que este abandono, que tem tanto de físico como de simbólico, esteja a ser equacionado".
Afonso Camões garante que o deputado "não tem que se preocupar" porque, com esta medida, "a Lusa está a reforçar presença, nomeadamente no Algarve onde há mais um jornalista e mais meios" do que havia num passado recente.
Todos os jornalistas da Lusa já receberam formação multimédia, no âmbito de uma parceria com a Universidade do Porto, encontrando-se actualmente em curso acções de formação em escrita para TV e técnicas de edição. Durante o ano de 2010 a agência conta ter mais de 70 kits multimédia (câmara de vídeo/foto mais acessórios, gravadores digitais, computador portátil, telemóvel e placa 3G) distribuídos pelos correspondentes.
"Vamos cumprir o contrato de serviço público com mais proximidade, mais jornalistas, mais meios e mais país", afirmou.
No requerimento, Mendes Bota frisa ainda que o "Algarve tem sido, nos últimos anos, altamente penalizado com o encerramento de serviços, e o seu acantonamento fora da região, mais longe da realidade e da população da região".
Em causa está a proposta do Ministério da Saúde em colocar o início salarial dos enfermeiros abaixo da carreira técnica superior da Administração Pública, o que, dizem os enfermeiros, não reconhece as qualificações académicas da classe.
Para contestar a diminuição do salário inicial de 1020 para 995 euros nos próximos quatro anos, um grupo de enfermeiros despiu a sua bata branca e depositou-a frente ao Governo Civil de Faro.
"Fiquem vocês com a farda e prestem cuidados se souberem", atirou um dos enfermeiros que participou na acção simbólica, antes de ser recebido por elementos do gabinete da governadora civil de Faro.
"Os enfermeiros não estão dispostos a continuar a trabalhar desta forma", disse aos jornalistas Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), salientando que a classe se sente "humilhada".
Segundo a enfermeira, a sua profissão é "penosa" e comporta "riscos", havendo uma esperança média de vida menor do que a de outros trabalhadores, o quer leva a classe a querer ver o seu trabalho reconhecido.
"Não podemos permitir que a proposta do Ministério da Saúde atire os enfermeiros para uma remuneração de seis euros por hora. É uma humilhação que não iremos permitir", sublinhou a dirigente sindical.
"Pagarem-nos seis euros significa nós despirmos esta bata, o que fazemos com grande constrangimento, já que esta é a nossa profissão", disse Guadalupe Simões, antes de entrar nas instalações do Governo Civil de Faro.
Desde há oito anos, a Câmara de Faro fornece gratuitamente a água aos moradores do Bairro Horta da Areia. A partir deste mês, por causa dos “abusos no consumo”, a factura passa a ser cobrada. “Há moradores que chegam a gastam três a quatro mil euros de água por mês”, diz Macário Correia, deixando um aviso: “Quem não pagar, corta-se o fornecimento – as regras são para todos.”
A falta de condições de habitabilidade deste bairro, nascido há mais de meio século, é uma queixa generalizada. São visíveis as bolsas de pobreza, mas também haverá quem ali viva sem ser por falta de meios financeiros. “Há de tudo um pouco – até negócios que são muito rentáveis, mas pouco lícitos”, enfatiza Macário Correia. A demolição do bairro está prevista, depois da construção de novas habitações. “Não ficarão todos juntos, para que não se forme um gueto”, adverte o autarca, anunciando o início das obras para este ano.
A iniciativa de não cobrar água partiu do ex-presidente do município, José Vitorino. “Uma grande decisão estratégica”, ironiza Macário Correia. “De certa maneira, não estou contra a que se pague, porque há quem exagere nos gastos”, observa Maria Cecília Cristão, de 63 anos, que mora ali há 53 anos. A câmara estima que sejam cerca de 60 as famílias que ali moram em situações precárias.
O Bairro da Horta da Areia, com mais de meio século, constitui uma das imagens mais degradantes de Faro. Apesar de se localizar num sítio nobre – junto à ria Formosa –, é um daqueles locais onde os turistas passam o mais longe possível.
Esperanças perdidas
Maria Fátima Santos, vestindo saia preta até aos pés, espreita o sol. “Dentro de casa, ainda faz mais frio do que na rua”, diz. Em seu redor, as crianças brincam na lama. “Quando queremos tomar banho, tem de ser num alguidar”, lamenta a mulher, lembrando que, apesar de tudo, há quem esteja em piores condições. “Ali [na barraca em frente] é que é mesmo uma miséria, encontra-se uma velhota entrevada numa cama.” Quem abre a porta é um homem de 45 anos. A mãe, imóvel na cama, não diz palavra. “Estamos aqui há cerca de 30 anos, desde que fomos desalojados de uma casa na Rua da Misericórdia.”
A família sonha com um espaço mais confortável, mas parece já ter perdido a esperança. “De vez em quando falam nisso, mas depois esquecem”, lamenta. Confrontado com a decisão municipal em relação à água, manifesta-se alheio ao assunto: “Não sei de nada.”
No levantamento que a autarquia mandou fazer, chegou à conclusão que a maioria dos moradores terá consumos médios, na ordem dos 20 ou 30 euros, mas há situações anormais. “Já tenho um aviso com mais de 300 euros para pagar”, diz Ana Paula, vendedora ambulante. “Não pago, e se aqui vieram cortar a água, levam uma mocada.” À ameaça, segue-se o rol das carências habitações, salientando que “haverá perdas de água porque os tubos das canalizações estão velhos e rotos”.
A Câmara Municipal de Faro celebrou ontem, dia 13 de Janeiro, um convénio de colaboração com o Parque Isla Mágica, para a promoção municipal de visitas de instituições àquele parque temático em Sevilha.
A assinatura teve lugar no stand institucional do Município de Faro na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) que decorre de 13 a 17 de Janeiro, no Parque das Nações, em Lisboa, e na qual o município está representado.
Com este convénio, o município tem como propósito proporcionar serviços aos seus cidadãos, como a acessibilidade e usufruto de grandes empreendimentos culturais e de lazer.
A autarquia considera muito interessante o aproveitamento cultural e lúdico daquele espaço de lazer por associações e outras colectivos sociais pela diversidade de conteúdos que oferece, e a Isla Magica levará a cabo, com o apoio da Câmara Municipal, acções promocionais que facilitem o acesso ao parque por via da elaboração de programas específicos que atendam às necessidades das instituições. Está também contemplada a possibilidade do Parque Isla Mágica oferecer pontualmente condições económicas especiais aos funcionários de Autarquia.
É de salientar, por último, que o convénio não acarreta qualquer compromisso de natureza financeira para a edilidade.
Neste novo tópico, vou dar referência a pessoas, que habitualmente se cruzam no nosso dia á dia, muitas das quais até passam despercebidas, mas no fundo são a alma da nossa cidade, são aquele pequeno detalhe que fazem de Faro "aquela cidade".
Obra do Hospital Central do Algarve pode atrasar-se...
O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, considerou esta terça-feira que o facto de as propostas para a construção do Hospital Central do Algarve violarem o limite definido pelo Estado pode atrasar a obra, avança a agência Lusa.
Em causa está o valor das propostas apresentadas em concurso público para a construção da estrutura, que violam em mais de 100 milhões de euros o limite de 260 milhões que foi determinado pelo Estado.
Os valores contidos nas duas propostas apresentadas (Teixeira Duarte, com 372 milhões, e Ferrovial, com 410 milhões) terão que baixar ou terá que ser lançado novo concurso, já que o Governo diz que não adjudicará a obra acima do comparador público.
O presidente da câmara de Faro considerou, em declarações à Lusa, que o processo poderá sofrer atrasos caso não haja um consenso entre as partes, o que pode obrigar ao lançamento de novo concurso público.
"Se não houver solução negocial, volta-se à estaca zero e tem que se lançar novo concurso, o que vai obviamente atrasar a obra", disse, classificando como "expressiva" a diferença entre o valor de referência e o contido nas duas propostas.
"Não estamos a falar de desvios de cinco ou dez por cento", afirmou, sublinhando que, percentualmente, os valores apresentados pelas construtoras representam, na melhor das hipóteses, mais de 30 por cento acima do valor de referência.Segundo Macário Correia, ou o caderno de encargos está bem feito e os concorrentes estão a pedir demais ou não contempla "alguma realidade do mercado" e o que os concorrentes estão a pedir poderá ser aceitável.
"É preciso ver bem o caderno de encargos e o programa de concurso, ver os itens e compará-los um a um e ver os valores dos diferentes componentes para que se chegue a uma base de entendimento", declarou.
O líder da autarquia que faz a gestão repartida, com o município de Loulé, do Parque das Cidades, onde ficará instalado o futuro hospital, diz que se houvesse mais concorrentes, haveria mais possibilidades de comparar propostas.
"É uma obra com um valor excessivamente grande e muitas das empresas não têm gabarito para corresponder a uma obra dessa envergadura", disse, acrescentando que o universo de empresas seleccionáveis é pequeno.O futuro Hospital Central do Algarve servirá uma população de cerca de 800 mil habitantes (o dobro da população algarvia), contando com a afluência sazonal de turistas.A nova unidade deverá ter 524 camas para internamento e um bloco operatório com 10 salas, sendo que a área de consulta externa terá 66 gabinetes, onde se poderão realizar anualmente cerca de 220 mil consultas.
Nem as temperaturas baixas travaram a concretização de seis assaltos e uma tentativa na madrugada de ontem, em Faro. O Consulado da Alemanha, na Urbanização Infante Dom Henrique, foi um dos alvos dos ladrões, que terão praticado os crimes em poucas horas.
Ao que o CM apurou, na lista de queixas chegadas à PSP, além da apresentada pelo consulado alemão, estão três cabeleireiros, um mini-mercado, um centro de estética e uma lavandaria. Em todos os casos, o método usado foi o arrombamento das fechaduras das portas, o que leva as autoridades a suspeitarem do mesmo grupo de pessoas.
Nas instalações do Consulado da Alemanha foram arrombadas três fechaduras numa porta que já tinha sido reforçada, porque este já é o terceiro assalto. "Rebentaram as fechaduras e reviraram todos os cantos das instalações. Levaram um computador portátil e cerca de 600 euros", referiu ao CM o cônsul-honorário Michael Bach. Segundo o diplomata, "não desapareceu qualquer documento".
Os suspeitos dos vários crimes, segundo disse ao Correio da Manhã fonte policial, são dois indivíduos que se deslocavam num carro de cor cinza. A dupla chegou mesmo a ser surpreendida pela PSP quando estava a tentar arrombar um estabelecimento comercial, cerca das 04h00. Tinha na sua posse alguns telemóveis furtados numa das lojas arrombadas.
Foram os dois identificados e saíram em liberdade. Na maioria dos casos, o mais grave é o prejuízo causado pelo arrombamento e o clima de insegurança. Segundo fonte da PSP, "muitas vezes só há uma patrulha por toda a cidade".
A Câmara Municipal de Faro informa que decidiu lançar concurso público para os bares e snack-bares explorados por terceiros em propriedade municipal. Esta medida enquadra-se numa estratégia de orientação que visa assegurar melhor qualidade no serviço prestado, reorganizar os modelos de gestão e organização dos espaços em causa e rentabilizar património municipal que estava, em alguns casos, afecto a terceiros sem que daí resultasse qualquer contrapartida de natureza financeira para os cofres municipais.
Deste modo, após uma aturada análise dos vínculos contratuais existentes, a Câmara promoverá, a breve trecho, a abertura de concurso público para os bares e snack-bares existentes em edifícios municipais, atestando, desde já, que se regerá, em primeiro plano, pela optimização do serviço prestado aos munícipes, de modo a que esses espaços disponibilizem oferta apropriada e que supram carências de qualidade desde há muito sentidas.
Ainda agora o Sr. Presidente, deixou da Câmara Municipal de Tavira e já começaram a sacudir o tapete, esperemos que em Faro não tencione fazer o mesmo...
"A ponte militar foi instalada há quase 20 anos para assegurar temporariamente a travessia do Rio Gilão, em Tavira, mas ainda continua a ser utilizada. Já é conhecida como a "ponte definitivamente provisória". Quem, todos os dias, atravessa o tabuleiro de aço e madeira teme que a estrutura não resista muito mais."
O Cineclube de Faro promove, a partir de hoje, dia 11 Janeiro, um novo ciclo de cinema subordinado ao tema «Algo de Familiar», no auditório da delegação regional do Instituto Português da Juventude, em Faro. As sessões decorrem às segundas-feiras, às 21h30.
Esta segunda-feira será exibido o filme «Lar, doce Lar», de Ursula Maier, seguido pela obra «As Praias de Agnés», de Agnés Varda, a 18 de Janeiro e de «Histórias de Caçadeira», de Jeff Nichols, a ser exibido no dia 25 deste mês.
Este é o segundo ciclo que a histórica associação farense realiza neste espaço depois da sua renovação, que visou o melhoramento dos sistemas de som e imagem.
Durante algum tempo, o Cineclube de Faro exibiu os seus cilcos nos Cinemas de Santo António, que encerraram em Maio passado.
De Maio até Dezembro passado, altura em que foi lançado o primeiro ciclo no IPJ, a associação teve de lidar com diversos problemas, nomeadamente a perda da sala em que exibiam e do material de projecção que utilizavam, mas não esteve inactiva.
Além de sessões ao ar livre, no Verão, o Cineclube de Faro tem vindo a promover sessões de DVD no Pequeno Auditório do Teatro das Figuras, em Faro.
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Faro rende-se pela primeira vez aos preços 'abaixo de saldo', mas as oportunidades só duram até domingo.
Recuar no tempo, ir ao fundo dos armazéns e descobrir relógios a estrear, de há 20 anos atrás. Relógios Oriente, ao lado dos Gant e Timberland, também eles com desconto: “A marca de relógios Oriente era uma marca japonesa muito boa, com relógios de excelente qualidade, mas que acabou por ficar descontinuada devido às marcas da moda”, explica Nuno Ferreirinha, da Ourivesaria Santo António, talvez o expositor mais inesperado na primeira Feira de Stocks em Faro.
“Temos relógios de homem e senhora para além de prata de lei, com brincos, colares, pulseiras e anéis, com descontos entre 10 a 50 por cento”, diz o ourives, que é um dos 32 expositores em presença.
“Há 30 ou 40 anos que trabalhamos e tínhamos muitos stocks para escoar, trouxemos tudo o que tínhamos, vamos ver o que dá!”, adianta.
O primeiro Stock Out de Faro, promovido pela Associação de Comerciantes do Algarve – ACRAL – tem sobretudo esse propósito, ajudar a escoar os stocks dos comerciantes locais, imprimindo uma nova dinâmica de preços ainda mais apelativa que os saldos.
“As pessoas podem perguntar-se – mas porquê fazer isto quando as lojas estão em saldos?” – diz João Rosado, da ACRAL. “A resposta é simples: porque hoje em dia as marcas impõem as regras dentro das lojas, e nos saldos só é possível vender as sobras do ano anterior, nada mais”, acrescenta. Desta forma, os comerciantes podem escolher livremente quais as colecções a vender, usando ‘preços-bomba’.
“Há vestidos de festa de 160 euros que estamos a vender a 15”, admite Cristina Marques, responsável do grupo de lojas Alfar. Aqui, independentemente da marca das peças, para senhora só há dois preços: 29 euros para os casacos e camisas e 15 euros para as calças e saias. Falamos de marcas conceituadas, como a Arrow, Timberland, Gant, entre outras.
Para perder dinheiro? Talvez não: “Nós queremos mesmo reduzir stocks, porque há peças que vão ficando para trás ou porque são números muito díspares ou porque não saem por outra razão e o armazenamento também tem um preço”, explica Cristina. As instituições de solidariedade social acabam por ser, por vezes, os últimos destinatários das ‘peças sem dono’.
Já a Palloram, outra das lojas de referência da capital algarvia, não se coíbe também de baixar os preços, nem receia que isso influencie o status junto dos clientes. “O ideal seria que nós não precisássemos disto, mas a moda hoje é como os pastéis de nata”, ironiza António Lopes, gerente da loja. “De um dia para o outro, já é velho”, remata.
Este comerciante, bem conhecido na cidade pela forma ‘férrea’ como gere o seu negócio, diz que é preciso uma adaptação aos novos tempos, em que os saldos já não funcionam como antigamente. “Antigamente, as existências (stocks de roupa com muitas peças) eram uma mais-valia, porque havia inflação e os produtos acabavam até por valorizar, hoje é precisamente o contrário”, revela, convencido que está de que os stock outs valem a pena, para clientes e lojistas.
Com preços simbólicos para os stands – pouco mais de 70 euros por cada espaço para os comerciantes, a ACRAL acabou por ter o problema exactamente oposto ao dos lojistas de Faro: não tinha era ‘espaço em stock’ para atender às solicitações, uma vez que a área estava confinada à tenda gigante montada na Praça da Pontinha, em Faro. “Tivemos muitos pedidos à última hora, que acabaram por ficar de fora. Esperamos para o ano ter muito mais comerciantes”, conclui João Rosado, da ACRAL.
O I Stock Out de Faro arrancou sexta-feira às 18h30 e prolonga-se até amanhã, domingo, dia em que abre às 15h00 e fecha às 22h00. Hoje, abre às 15h00 e fecha às 23h00. Com insufláveis para as crianças e dois ‘mimos’ para animar o espaço, o Stock Out de Faro contará ainda com uma passagem de modelos com peças dos stocks para venda, no domingo, a partir das três da tarde, a cargo de duas misses “Algarve Mais”.
Antes da abertura, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, já a expectativa era grande, com um número elevado de pessoas à espera, o que faz antever o sucesso da iniciativa, apesar - ou talvez, por causa - da crise.
Este Domingo , dia 10 Janeiro na recepção ao Fabril no primeiro jogo do nosso Farense no ano da celebração do nosso Centenário, vai ocorrer a apresentação da musica "100% FARENSE" que está incluída no CD "PRATO FORTE" de José Manuel Ferreira "Fadista Motard" de nome artístico.
Da venda do mesmo, que custará 10€, o fadista ira oferecer 2€ as camadas jovens do nosso clube.
A apresentação irá ocorrer no intervalo do jogo.
Um acidente que envolveu cinco automóveis, este domingo à tarde na Via do Infante (A-22), perto de Faro, provocou um ferido grave e dois feridos ligeiros, disse fonte da Guarda Nacional Republicana .De acordo com a mesma fonte, o choque ocorreu cerca das 14h e foi provocado pelo despiste de um automóvel ligeiro que seguia no sentido Faro/Olhão e que, após "galgar o separador central", embateu numa outra viatura em sentido contrário. Segundo a GNR, outras três viaturas que seguiam no sentido Olhão/Faro, "não conseguiram parar a tempo, e acabaram por embater nos dois veículos sinistrados". Os feridos foram assistidos no local por equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), e encaminhadas para o hospital distrital de Faro.
O trágico acidente de aviação que na chuvosa manhã de 21 de Dezembro de 1992 vitimou cerca de 56 passageiros e fez várias dezenas de feridos de um voo charter da companhia holandesa Martinair.
O Controle de Aproximação não advertiu a tripulação de vôo sobre a possibilidade de Microburst na final, mas o relatório oficial do acidente notou que uma tripulação experiente como aquela, deveria ter estado alerta para essa possibilidade.
Havia muita chuva quando a tripulação McDonnel Douglas DC-10-30F iniciou a aproximação para o Aeroporto de Faro (Portugal). No cruzamento da cabeceira da pista 11, encontraram vento cruzado de 40kt com componente de cauda de 10kt. A aeronave pousou no lado esquerdo da pista, sofreu ruptura no trem de pouso principal direito e deslizou pela lateral. A fuselagem separou-se e houve incêndio. Dois tripulantes de cabine e 54 passageiros faleceram. Dois membros da tripulação e 104 passageiros sofreram ferimentos graves.
Antes do vôo o 'comandante examinou a foto do satélite que mostrou uma área de baixa pressão sobre o Atlântico, nas proximidades da costa sul de Portugal'. A previsão indicava 'temporais isolados e pancadas de chuva'. A decolagem do aeroporto de origem sofrera atraso de aproximadamente 40 minutos, devido a um problema no reversor de um dos motores. O co-piloto era o 'Pilot Flying' (PF) nesta etapa.
Durante a aproximação o controle instruiu a tripulação para informar quando avistasse a pista e que a mesma encontrava-se 'inundada'. O comandante esclareceu ao PF que caso não obtivessem êxito no pouso, seguiriam para a alternativa. Quando a aeronave cruzava 995ft, começaram a ocorrer oscilações laterais e flutuações nos parâmetros de vôo.
Os registros do DFDR indicam que na curta final a velocidade do ar diminuiu consideravelmente. As manetes foram reduzidas a aproximadamente 40%. O manche foi puxado bruscamente e, simultaneamente, a potência dos motores foi aplicada, por iniciativa do comandante.
A equipe de bombeiros do aeroporto agiu prontamente e iniciou o combate ao incêndio. A chuva que avia caído recentemente encharcou o terreno nas laterais da pista de pouso, prejudicando o acesso de veículos naquela área. Quando o fogo parecia estar debelado, uma explosão reiniciou o incêndio. A investigação constatou que a maioria das mortes ocorreu for fogo, após o impacto.
- Não houve indícios de fogo ou mau funcionamento antes do impacto
Os motores da aeronave foram examinados e não mostravam nenhum indício de fogo interno. Todos os três motores estavam com potência, até o impacto. Os registros indicavam que a manutenção estava cumprida e não tinha nenhum item pendente na hora do acidente que afetasse a sua aeronavegabilidade. O peso e balanceamento da aeronave estavam dentro dos limites operacionais.
- Aproximação instável
Durante a aproximação o comandante recomendou ao PF que realizasse um pouso não muito 'suave'. Uma aterrissagem positiva. As condições meteorológicas eram de céu obscurecido, predominância de nuvens 'cumulunimbus' com fortes chuvas.
Nos momentos que antecederam do pouso, a chuva alcançou valores ao redor de 60 a 65mm/h, em virtude de uma violenta tempestade. Sensores de vento instalados na proximidade da cabeceira da pista 11 indicam que aproximadamente um minuto antes do pouso desta aeronave, o vento sofreu uma alteração de 70 graus e a intensidade de 20 a 27kt, chegando a rajadas de 35kt.
Os estudos demonstraram que a 0,6NM da cabeceira, a aeronave cruzou dois microburst, gerando variações que poderiam ter ativado o sistema de advertência de Windshear (tesoura de vento), se a aeronave estivesse equipada com tal dispositivo.
A instabilidade longitudinal durante a fase final do vôo pode ter induzido o piloto a reduzir as manetes manualmente para manter a rampa de aproximação. A aproximação ficou instável quando a aeronave cruzava 750ft. O manual de operações da empresa estabelece que ao atingir 500ft e a aproximação não está estabilizada, esta deve ser abandonada, procedendo-se a arremetida.
A alta razão de descida foi o resultado da redução dos motores em altura superior à recomendada. A redução prematura da potência, provavelmente foi uma preocupação da tripulação para prevenir velocidade excessiva e a distância de pista disponível. A troca de modo do piloto automático a 80ft pote ter contribuído para o toque duro. A troca foi provocada pelo comando de asa direita para cima pelo capitão, que foi contrariado pelo PF.
O controle de aproximação não informou a possibilidade de tesoura de vento, nem a tripulação que efetuou pouso imediatamente anterior com outra aeronave. O uso da seleção de flapes 35, como recomenda o manual de operações da empresa para possibilidade de tesoura de vento, excederia os limites de distância para pouso na pista 11, o que indica que os tripulantes não levaram em consideração a possibilidade de ocorrência desse fenômeno meteorológico.
A informação dos ventos de superfície no aeroporto é feita por sensores instalados próximo das cabeceiras 11 e 29, e exibida em um instrumento na Torre de Controle. A indicação de qual cabeceira está sendo medido o vento é feita através de um seletor, que é um interruptor que gira 30 graus entre as marcas de referência para a pista 11 e 29. As indicações não mostram outra informação que claramente poderia determinar qual pista foi selecionada.
Os investigadores determinaram que a informação de vento passada era a da pista 29. Conseqüentemente, o controlador disse que não estava identificando nenhuma rajada de vento, enquanto a aeronave aproximava-se na curta final da pista 11.
- Meteorologia e fator humano contribuíram para o acidente
As causas prováveis para este acidente foram identificados como sendo:
> A aproximação desestabilizada,
> A redução prematura da potência e a sustentação dessa condição, devido a ação da tripulação,
> A informação incorreta do vento pelo Controle de Aproximação,
> A avaliação incorreta pela tripulação das condições da pista,
> A alteração do piloto automático para o modo manual numa fase crítica da aproximação,
> A reação atrasada da tripulação em aumentar a potência,
> A degradação da pista devido a chuva pesada.
- Fraseologia não padronizada induziu a erro da tripulação
O Controle de Aproximação de Faro utilizou a expressão 'a pista esta inundada'. Na terminologia ICAO, a palavra 'inundada' indica 'água parada extensa e visível' e deve, se possível, ser acompanhada por uma figura que indica a profundidade da água.
A palavra 'inundada' porém, não ativou a mente da tripulação e o seu significado não foi percebido. O comandante entendeu o termo 'inundada' com o significado de que a pista estava molhada. No manual de operação da empresa não há nenhuma referência à palavra 'inundada'.
Os procedimentos estabelecidos no manual de operação da empresa para as ações de frenagem são: Média/Moderada para pista molhada ou seca e Fraca com água parada. Se a tripulação tivesse entendido o significado da palavra 'inundada', eles teriam considerado a ação de frenagem como fraca.
Os procedimentos estabelecidos no manual de operação da empresa, como precaução para tesoura de vento, não foram cumpridos: até 1.000ft a aproximação deve estar estabilizada, e evitar grandes alterações na potência em resposta a aumento ou diminuição de velocidade.
Martinair: Comandante do avião que aterrou antes do acidente assegura "total dependência da torre"
O comandante do último avião a aterrar no Aeroporto de Faro antes do acidente com o voo da companhia aérea Martinair em 1992 garantiu hoje em julgamento que os pilotos tinham "total dependência da torre de controlo durante a aterragem".
A 21 de Dezembro de 1992 o comandante Chambom aterrou um avião Boeing no Aeroporto de Faro, minutos antes do acidente com o voo MP 495 da Martinair, tendo hoje garantido em tribunal que os pilotos estavam "totalmente dependentes das informações fornecidas pelo controlador aéreo".
"Os instrumentos do avião (INS) são utilizados durante o voo", a tripulação "não utiliza os instrumentos de indicação de vento para aterrar", recebe as informações "prestadas pela torre de controlo", afirmou a testemunha.
O julgamento deste processo, em que a Martinair pede uma indemnização de 125 milhões de euros à Aeroportos de Portugal (ANA) e às companhias seguradoras Tranquilidade, Global e Império, por alegada falta de informação sobre as condições meteorológicas que se faziam sentir no momento do acidente, iniciou-se terça-feira no Tribunal Administrativo de Circulo de Lisboa, com dezenas de testemunhas arroladas.
O comandante do Boeing explicou ainda que não recebeu qualquer informação de mau tempo que o levasse a cancelar a aterragem, depois de ter sido confrontado pelo advogado da Martinair Magalhães e Silva, com o facto de na altura um comandante da TAP "ter comunicado via rádio que estava a atravessar uma tempestade".
Em contraposição, Alves Pereira, advogado da Aeroportos de Portugal (ANA), lembrou que o mesmo comandante do Boeing registou uma quebra de velocidade do vento de "20 para cinco nós durante a aproximação final" da aeronave à pista do Aeroporto de Faro.
O comandante do Boeing explicou que à altitude a que se encontrava, a cerca de 2.000 pés, a "alteração de vento era normal", de acordo com as condições atmosféricas verificadas.
Durante a audiência, marcada por questões técnicas relacionadas com aeronáutica e que decorreu com tradução simultânea em inglês, o colectivo de juízes resolveu nomear dois especialistas nacionais em aviação para colaborarem com o tribunal.
Durante a sessão, o advogado da Martinair salientou que as condições meteorológicas registadas às 08:33, hora do acidente, eram de visibilidade reduzida, aguaceiros convectivos e céu encoberto acompanhado de trovoadas, devido a uma forte depressão vinda do Oceano Atlântico.
O acidente ocorreu no Aeroporto de Faro, com um avião DC-10 do operador Martinair Holland, a 21 de Dezembro de 1992, com 340 pessoas a bordo, das quais 13 pertenciam à tripulação do aparelho, conforme consta do relatório do acidente.
Ainda de acordo com o relatório 22/ACCID/GPI/92, do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes, o acidente vitimou 56 pessoas, registou 106 feridos graves e 178 feridos ligeiros ou ilesos.